Idéias de lugares para sair do óbvio dentro do Hermitage

Quando um lugar é tão grande e cheio de atrações como o Hermitage, você pode passar dias lá e não ver muito. Aliás, dizem que você tem que passar sete anos lá, dedicando não mais de um minuto para cada objeto e sem perder um segundo, para ver tudo. É basicamente impossível, mas tem como pelo menos sair do óbvio, e esses são alguns dos lugares que achei mais interessantes no Complexo de Palácios que não são o Segundo Andar (mas se quiser visitá-lo também, confira o índice de posts do Hermitage no final do post).

O Palácio de Inverno de Pedro I (Entrada Separada)

Esse foi um dos lugares que mais me impressionaram. Até há pouco tempo, a gente sabia que o Pedro, o Grande, construtor de Petersburgo, tinha construído o primeiro Palácio de Inverno, perto de onde fica o que visitamos agora. Mas todo mundo achava que ele tinha sido perdido, e que o Palácio Menshikov, também parte do Hermitage, era o único prédio sobrevivente da época. Há alguns anos, ele foi descoberto durante uma escavação, e hoje está aberto ao público. Acharam lá uma sala quase completamente preservada, onde Pedro, que tinha orgulho das suas habilidades manuais, fez um molde da própria mão, que é enorme.

Ele fica debaixo do Novo Hermitage e a entrada é por ele, com ingresso separado. No entanto, quando eu fui, a velhinha que trabalhava na entrada ficou indignada quando eu tentei pagar. Ela me perguntou se eu não era estudante. Eu disse que sim, mas estrangeira, já que tinham me falado que eu não tinha desconto nos outros prédios do Hermitage. Ela achou um absurdo e me fez entrar de graça, então outro motivo pelo qual esse lugar me pareceu tão simpático.

Setor de Armas do Oriente Médio, Séculos XV a XIX (Primeiro Andar)

Achei bem específico para um setor, mas com motivo – a coleção é enorme. São 5 mil objetos, 400 dos quais em exposição, com armas da península árabe, do Império Otomano, do Norte da África e do Irã. São desde facas e espadas até pistolas, mas todas com uma decoração intrincada. Muitos dos objetos foram presentes diplomáticos enviados para os imperadores russos durante os séculos.

Setor da Sibéria (Primeiro Andar)

Hermitage coleções diferentes sibéria

Essa foi uma surpresa bem legal, especialmente porque a gente houve tanto sobre as diferenças entre a parte “européia” e a parte “asiática” da Rússia, mas ainda não tive a oportunidade de visitar. Deu para conhecer um pouquinho da cultura, o bastante para me deixar curiosa para as próximas viagens. Quem sabe no futuro vai rolar a transiberiana?

Setor da Rota da Seda (Primeiro Andar)

Não vai ser surpresa imagino, se eu falar que nessa parte da coleção tem muita roupa de seda com séculos de idade. Eles também tem vários objetos que mostram o dia-a-dia de quem percorria a Rota da Seda.

Setor do Cáucaso (Primeiro Andar)

Nessa parte, o museu tem coleções de arte da Geórgia e da Armênia, mas também de objetos do Cáucaso Russo, como o Daguestão, uma região que ainda é isolada do resto da Rússia. 

Setor da Grécia e Roma antigas (Primeiro Andar)

Às vezes o setor da Grécia e Roma antigas são esnobados pelos turistas internacionais, especialmente para quem já visitou os dois países, ou já foi no Louvre, no Museu Britânico, em museus de grande renome. Mas eu acho que esse setor ainda vale muito a pena se você curte a Antiguidade Clássica, ou se você quer ver como se a compra desses objetos influenciou a arquitetura russa da época – já que eles ficam em partes decoradas com inspiração nessa arte.

Hermitage coleções diferentes vaso de jade

Também uma das grandes atrações dessa parte é o enorme vaso de jasper, trazido para cá antes que as paredes fossem construídas. 

Setor do Oriente Distante e da Ásia Central (Terceiro Andar)

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Outro lugar que eu morro de vontade de conhecer é a Ásia Central, e foi muito legal ver um pouco da arte. Tem uma parte grande do Japão, uma sobre a China, e uma dos cinco países da Ásia Central que eram Soviéticos – Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, Tajiquistão e Turcomenistão.

Setor de Arte Islâmica (Terceiro Andar)

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O setor de arte islâmica tem muitas obras da Pérsia e da Índia, com pinturas, estátuas e um pouco de tudo. É uma parte muito bonita, no pouquíssimo visitado terceiro andar do prédio.

Exposições Temporárias (Terceiro Andar)

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O nome já diz tudo, mas queria adicionar porque vale a pena olhar o que tá rolando fora da coleção permanente. Quando eu fui, tinha uma exposição muito legal de arte povera italiana.

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