Visitando a Biblioteca Nacional de Belarus

Em Minsk, o novo prédio da Biblioteca Nacional virou uma atração turística. Parte disso porque realmente tem muito para ver por lá, com exposições culturais e uma vista incrível da cidade. Parte por causa da polêmica – tem gente que ama o prédio, com sua arquitetura inusitada, tem gente que o considera o prédio mais feio em toda Belarus. Então aqui vamos contar um pouquinho sobre a visita.

O prédio atual da biblioteca foi construído em 2006, projetado pelos arquitetos Mihail Vinogradov e Viktor Kramarenko, e é conhecido por ter o formato de um Rombicuboctaedro, um sólido que tem oito triângulos equiláteros, dezoito quadrados e 24 vértices idênticos, onde se encontram um triângulo e três quadrados, como eu descobri quando coloquei o nome no google. Tem gente que gosta da aparência modernista, gente que, pelo outro lado, acha que ele parece um prédio soviético, e ainda gente que simplesmente acha que ele parece a Estrela da Morte de Star Wars.

A entrada tem relevos com citações sobre leitura em várias línguas – inclusive em português. Com os dois painéis de citações, a intenção era que a entrada parecesse um livro aberto.

A biblioteca também é muito famosa pela vista para a cidade, do vigésimo terceiro andar do prédio que abriga os arquivos da biblioteca. Para visitar, é preciso usar a entrada lateral da biblioteca e comprar um bilhete, que dá acesso ao deque de observação no vigésimo terceiro andar e um café e galeria de arte no vigésimo segundo.

Por dentro, a biblioteca abriga uma coleção de 8.600.000 livros, e várias exposições de arte, incluindo um pequeno museu do livro. Dentro dele, tem uma verdadeira preciosidade, uma tradução da bíblia publicada no século XVI, que é o primeiro livro publicada na língua belarrussa. O homem responsável por trazer a imprensa para Belarus, Francysk Skaryna, é considerado uma figura fundamental no país, e tem uma estátua dele em frente à biblioteca, com imagens das três cidades fundamentais da vida dele: Polotsk, onde ele nasceu, Padua, na Itália, onde ele estudou, e Praga, onde ele aprendeu como publicar livros.

Para entrar, você precisa fazer um cartão da biblioteca, que custa 2 rublos e 30 copeques. É preciso ter o passaporte, e ser capaz de apresentar um documento com o seu nome em cirílico, ou escrevê-lo em cirílico, algo que é sempre requisitado em Belarus. Vale a pena para ver o prédio por dentro. Também vale a pena ficar por perto até de noite, porque a biblioteca é conhecida pelas imagens projetadas nela, que vão desde as cores da bandeira e símbolos de Belarus, até propagandas da Domino’s. Tenho que avisar porém: se você é do time que acha o prédio horroroso, ver a pizza de plástico da Domino’s em cima dele não vai ajudar.

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