Grutas de Netuno – Esplendor Natural perto de Alghero, na Sardegna

Diz a lenda que a Gruta de Netuno foi descoberta por acaso por um pescador, no século XVIII, e que ele ficou tão impressionado com o local que deu a ele o nome do deus do mar da Roma Antiga. É uma lenda, claro, e as grutas perto de Alghero eram conhecidas desde a antiguidade. Mas foi nessa época que elas se tornaram atrações turísticas, e começaram a entrar nos itinerários de quem visita Alghero. Definitivamente, elas são uma atração natural impressionante, mesmo em um lugar que já famoso pela natureza. 

A Gruta de Netuno fica no fim da Baía de Ponto Conte, a cerca de 25 quilômetros do centro de Alghero. Tem dois jeitos de chegar lá, e todos os dois são panorâmicos. Você pode ir de barco, com a óbvia vantagem de ver as vistas do mar, mas pagando um pouco mais, cerca de 15 euros por pessoa, e com saída no verão praticamente a cada hora. Para quem tem dificuldades de mobilidade, é com certeza a melhor escolha, já que o barco te deixa na entrada da caverna. Algumas linhas de barco também dão a opção de parar na ida ou na volta na Cala Dragunara, uma praia da Baía.

Também tem como chegar com ônibus, tanto com uma linha pública, o 9321, ou com o Beach Bus, uma companhia particular que percorre as Baías de Alghero e de Porto Conte. As duas são menos freqüentes que o barco, e é melhor conferir antes os horários para garantir que você não vai ficar muito tempo esperando em nenhum dos lados. Os dois também são bem convenientes para parar em alguma praia no caminho e depois pegar outro ônibus de volta para Alghero, mas nesse caso eu recomendaria pegar um passe diário (o do Beach Bus você compra dentro do ônibus e custa 7 euros, enquanto a passagem individual é 4, e o dos ônibus municipais é mais fácil comprar pelo app Drop Ticket, e custa 2,80, enquanto a passagem individual é 1 euro).

Além da facilidade de parar nas praias no caminho, tem uma grande vantagem de pegar um ônibus para a Gruta que é a Escadaria del Cabirol, nome que em dialeto significa “escada da cabra”, aparentemente porque você tem que pular de degrau em degrau na beira do promontório como uma cabra. Ela foi esculpida diretamente na pedra e era o único caminho para chegar na gruta quando ela se tornou uma atração turística importante, e as vistas para a Baía são espetaculares. São 654 degraus, então é maravilhoso, mas repito que para quem tem dificuldades motoras, melhor ir de barco e ser deixado já na entrada da caverna.

A Caverna em si só é visitável com guia, claro, e eles saem a cada hora. Na entrada da Caverna fica o Lago Lamarmora, um dos maiores lagos de água salgada da Europa.

A gente entra na caverna pela Sala delle Rovine, a Sala das Ruínas, e depois dela na Majestic Reggia, onde fica uma das formações mais famosas da Gruta, a “árvore de natal”.

Depois dela fica a Sala Smith, conhecida pelo “órgão”, outra formação que tem o nome do que ela parece. Nessa parte também tem uma placa comemorando uma visita ilustre, do rei Vittorio Emanuele, na época rei do Piemonte e da Sardegna, e posteriormente rei da Itália.

Depois fica a  Sala delle Trine e dei Merletti, a Sala da Renda, conhecida por esse nome porque as estalactites são incrivelmente detalhadas, em uma formação única.

Finalmente, a gente visita a Tribuna della Musica, um balcão alto que parece os balcões superiores de casas de ópera, onde dá para ter uma vista panorâmica das salas precedentes.

A entrada na caverna custa 14 euros. Por sugestão do Centro de Informação Turística, eu e minha amiga compramos o Alghero Ticket, um passe que nos deu entrada gratuita nesse e em vários outros museus da região. Compensou muito, já que ele custava 20 euros, e só essa atração já chega perto do valor total.

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