Um passeio por Madrid

Quando eu visitei Madrid, meu maior interesse era o de visitar o Triângulo de Arte, formado pelos museus Reina Sofia, Prado e o Thyssen-Bornemiza. Foram visitas incríveis, e já escrevi aqui sobre elas e sobre como entrar de graça nos três museus. Só os três, com suas coleções maravilhosas, já são o suficiente para fazer em meses em Madrid, mas também fiz outros passeios e resolvi contar um pouquinho sobre eles.

O primeiro lugar que vi em Madrid foi a Plaza Mayor, que era quase do lado do meu albergue. Aliás, ele foi um dos melhores em que já fiquei, o The Hat, e a lista de restaurantes e bares que eles me deram foi como um outro guia para Madrid. A Plaza Mayor é conhecida pela arquitetura e pela história. Aqui aconteciam touradas, especialmente durante casamentos reais, autos-da-fé e execuções promovidos pela Inquisição Espanhola. Hoje, é um ótimo lugar para começar qualquer visita de Madrid porque é onde fica o escritório de turismo, e dá para passar lá, pegar uns folhetos e ver o que tá rolando na cidade.

Madrid plaza mayor

Lá perto, fica o Mercado de San Miguel, que foi a minha próxima parada, porque já era hora do almoço. Dá para comprar lá refeições completas, tapas ou um pouco de fruta ou queijo, vinho, qualquer coisa para comer lá mesmo ou para levar para o albergue.

Também fui ver o Palacio Real, que, como os museus do Triângulo de Arte, também tem horários em que a visita é gratuita, as últimas duas horas de visita de segunda a quinta, mas só para cidadãos europeus. Alguns outros intercambistas conseguiram entrar de graça, já que o visto os coloca como residentes na Europa, outros não. Parece interessante, mas não estava na minha lista de prioridades e acabei não indo.

Madrid palácio real

Lá do lado fica a Catedral de Almudena. Planos de construir uma Catedral para Madrid era considerado uma prioridade desde que a capital mudou para lá de Toledo, mas ela só começou a ser construída no final do século XIX, e só ficou pronta em 1993. Com isso, ela teve vários arquitetos, cada um dos quais queria construi-la em um estilo diferente, e por isso dependendo do ângulo em que você a vê ela vai de neogótico a barroco. Perto de ambos fica a Chocolatería San Ginés, famosa pelos churros com chocolate.

Madrid catedral de almuzena

O Templo de Debod é um dos lugares mais inusitados da cidade, um templo egípcio no meio de Madrid. Ele foi um presente do governo egípcio quando arqueologistas espanhóis ajudaram a salvar templos ameaçados, que poderiam ter se perdido para sempre. Segundo alguns pesquisadores, foi nele que Isis deu a luz a Horus – e agora esse templo está em Madrid. Eu fui lá para ver o pôr-do-sol, e vi como o parque fica cercado de gente fazendo um pré antes de sair de noite, o que é engraçado. A gente no Brasil tende a achar que tudo que é antigo é museu, é formal, e eles tem uma abordagem completamente diferente.

Madrid templo de Debod1

Lá pertinho fica a Ermita de San Antonio de la Florida, um segredo incrível de Madrid. Essa igreja tem várias obras originais de Goya, um dos poucos lugares onde podemos vê-las no local para onde foram originalmente planejadas.

Ermita de San Antonio de la Florida Goya Madrid

Além dos museus do Triângulo de Arte, tem vários que eu queria ver em Madrid, mas não tive tempo. O único que consegui ver fora dos três foi o Caixa Fórum, um centro de exposições incrível conhecido pelo jardim vertical e com entrada gratuita. Tô muito satisfeita com minhas escolhas, mas vou deixar a lista dos outros que me interessaram na cidade.

Madrid caixa forum
Vou deixar aqui a lista para quem, como eu, é rato de museu. Tem o Museu Cerralbo, uma mansão que mostra como os madrilenhos aristocráticos do século XIX viviam, com direito a obras de Van Dyck e El Greco, o Museu Arqueológico, com mosaicos de vilas romanas, e arte mudéjar dos muçulmanos na península, a Biblioteca Nacional, o Museu de Arte Contemporanea, a Galería Moriarty, conhecida como lugar de encontro da Contra-Cultura Madrilenha e o Museu Lázaro Galdiano, que tem a sua coleção privada, com obras de El Greco, Bosch, Lucas Cranach e Velásquez.

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