Como Free Walking Tours realmente funcionam

Os Free Walking Tours tem se tornado incrivelmente populares, e com motivo. A proposta parece imperdível: voce não vai pagar antes de saber se o tour realmente vale a pena, e os guias recebem gorjetas, então eles tem um incentivo para fazer o melhor possível.

Mas quem é desconfiado pode lembrar daquele ditado de que não existe nada de graça no mundo. Então devemos perguntar, eles são realmente de graça? E a resposta, é claro, é não. Alguém tá pagando. E nesse caso o alguém é o guia.

Na maioria das empresas, o guia é contratado como trabalhador autônomo. Ele tem que pagar uma taxa, em geral em torno de 3 euros, por todo mundo que aparece para o tour. Por isso no início costumam ter outros funcionários, que te pedem para colocar seu e-mail em uma lista e tiram uma foto do grupo. Uma das funções deles é a de contar quantas pessoas aparecem para cobrar do funcionário depois.

Se você não gostou do tour, não tem obrigação nenhuma de dar um centavo para o guia. É um risco da profissão. Mas se você achou que valeu a pena e pagou menos do que três euros, pensa que você deu prejuízo para o guia. Tá na dúvida de quanto pagar? Pensa que muitas dessas empresas oferecem tours pagos também, e o valor deles geralmente é de dez euros. E faça uma avaliação honesta e poste no Trip Advisor. Eles geralmente falam algo sobre uma competição entre os guias, mas a verdade é que as companhias podem diminuir o valor cobrado por pessoa dos guias que tem muitos reviews bons.

É claro que essa informação não vale para tours gratuitos organizados por sociedades históricas, muitos dos quais não aceitam gorjetas.

Dito isso, eu adoro os Free Walking Tours. A maioria dos que eu fiz foram muito informativos, passaram em vários pontos interessantes e melhoraram minhas experiências nas cidades em que eu visitei. Geralmente, uma das primeiras coisas que faço quando estou planejando uma visita a uma cidade nova é procurar por um no Google. Só faço questão de dar um valor justo por eles.

6 comentários

    1. Julia Boechat

      Oi, Gabriel. Sim, já deixei. Uma vez em Cracóvia, em um tour sobre o holocausto na cidade, um guia começou a falar sobre o Polanski, que tinha sobrevivido ao gueto, e começou a dizer que a Samantha Gailey tinha mentido porque um sobrevivente do holocausto nunca faria isso com uma criança. Eu disse que isso era inaceitável e fui embora sem dar gorjetas.

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