Volta ao Mundo em Filmes: Congo – Viva Riva

O filme escolhido para a República Democrática do Congo (Congo-Kinshasa) se destacou muito dos outros. É que Viva Riva, de Djo Tunda wa Munga, é um thriller que segue um criminoso, um gênero que ainda não tinha entrado na Volta ao Mundo.

O filme começa quando Riva (Patsha Bay Mukuna), o personagem do título, chega no Congo contrabandeando gasolina, que está em falta no país. Ele tinha decidido fazer uma grana rápida, e roubou tanques de gasolina de seu chefe, um angolano chamado César (Hoji Fortuna). Riva depois vai para a sua cidade natal, Mariano, onde começa a beber e frequentar clubes, gastando muito dinheiro. Ele também se sente atraído por Nora (Manie Malone), que está em uma relação com um gangster local.

Enquanto isso, César o persegue, aliciando a ajuda da Comandante de Polícia local (Marlene Longage). O filme mostra que não é difícil conseguir informações para a sua vingança – todo mundo viu Riva exibindo muito dinheiro, e, em uma cidade miserável, todo mundo quer uma parte da grana, e está disposto a contar e fazer o que seja preciso. 

O filme em alguns pontos parece quase uma paródia de filmes de gângsters. Começando por César, bem arrumado com um terno branco, e por que eles não lidam com cassinos ou diamantes, mas com um carregamento de gasolina. Eles não são milionários, mas parecem ricos pelo contraste, em um lugar em que a maioria das pessoas vive muito abaixo da linha de pobreza. E no entanto você tem a impressão de que às vezes eles agem como agem, inclusive com as roupas, porque eles viram os mesmos filmes de gângsters. Viva Riva tem cenas de sexo e violência mais explícitas do que a maioria desses filmes, e a gente desconfia desde o início que o final também será menos glamuroso.

Não foi um dos filmes mais interessantes do projeto, mas ele foi legal para ver um pouquinho do Congo.

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